Reencontro: 65 anos depois    
       
  Simon Glasberg jamais se esqueceu de sua irmã Hilda. Quando os alemães entraram na cidade onde eles moravam, Chernowitz, na Romênia, ela foi levada para a União Soviética. Simon e sua família nunca mais souberam dela.
Simon sabia que Hitler, que seu nome seja obliterado, tinha procurado despir todo judeu de sua identidade, sua individualidade...”Durante 65 anos pensei que ela estivesse morta.”
   
       
 
 
   
 
  A Garota com a Maçã    
       
  Eu era magro e macilento, com trapos ao redor dos pés, porém a menina não parecia assustada. Em seus olhos, eu via vida. Ela tirou uma maçã da sua jaqueta de lã e atirou-a por cima da cerca. Agarrei a fruta e, quando comecei a me afastar correndo, ouvi-a dizer baixinho: “Eu te vejo amanhã.”    
       
 
 
   
 
  Irena Sendler    
       
  Heroína desconhecida fora da Polônia e apenas reconhecida no seu país por poucos historiadores devido ao obscurantismo comunista que havia apagado sua façanha dos livros de história oficiais, Irena nunca contou a ninguém sobre sua vida durante aqueles anos.    
       
 
 
   
 
  Quem vai salvar o bebê?    
       
  Quando seus pais chegaram em casa e viram Avraham com o bebê no colo, ficaram consternados. Como podia ele colocar três vidas em perigo por causa de um ato de compaixão impensada? Avraham respondeu que o bebê agora era dele, e ou a criança escapava com eles, ou permaneceriam todos no gueto condenado.    
       
 
 
   
 
  Intolerância Religiosa    
       
  Este ano, 2006, tem sido difícil para a religião. Com muita freqüência a face que temos visto no Iraque, Afeganistão, Cashemira, Somália, Sudão, no Oriente Médio e às vezes mais perto de casa, tem sido violenta, de confrontos – lembrando-nos das famosas palavras de Jonathan Swift, que "temos religião suficiente para nos fazer odiar uns aos outros, e não o suficiente para nos fazer amar uns aos outros." Amar uns aos outros além das fronteiras da fé tem sido o grande desafio da vida religiosa.    
       
 
 
   
 
  Acreditando outra vez    
       
  Cheguei a Auschwitz-Birkenau, onde pelo menos 1,1 milhão de judeus foram mortos durante o Holocausto. O vasto campo reluzia com suas chaminés vermelhas nuas. Havia apenas remanescentes dos barracões, porque os internos tinham arrancado as tábuas para fazer fogo, desesperados para se manterem aquecidos no inverno depois da libertação.    
       
 
 
   
 
  A Vela    
       
  O tamanho da chama não é determinado pelo tamanho da vela. O "tamanho" da alma não é determinado pelo tamanho do corpo. Uma pessoa com um corpo pequeno não necessariamente possui uma alma "pequena".    
       
 
 
   
 
  Dinamarqueses, muçulmanos, e… os Judeus?    
       
  Há muitos muçulmanos atualmente ultrajados por aquilo que entendem como uma afronta à sua religião. Tumultos e violência estão ocorrendo em todo o globo; embaixadas foram incendiadas, bases militares atacadas, e uma abundância de comportamento anti-social está sendo exibido.
Contra quem esta fúria é dirigida?
   
       
 
 
   
 
  O Sobrevivente    
       
  A neve da sexta-feira se transformou em gelo escorregadio.
Sabe, você pode ser multado por não tirar a neve na calçada em frente à sua casa. E já era domingo à noite. Era uma noite fria no Brooklyn.
   
       
 
 
   
 
  O grito de uma criança    
       
  Um dos aspectos mais chocantes do maior ato de desumanidade na história da humanidade foi o extermínio de crianças entre as milhares de vítimas. Mais de um milhão e meio de crianças foram mortas durante o terror nazista.    
       
 
 
   
 
  Combate ao ódio e intolerância    
       
  Há alguns dias o presidente iraniano Mahmoud Ahma-Dinejad declarou que o Holocausto jamais aconteceu. Os judeus, disse ele, inventaram um "mito" dizendo que foram massacrados. Este foi um discurso perigoso da mais alta ordem, porque não foi feito por um grupo marginal de terroristas, nem por trás de portas fechadas, mas foi exibido ao vivo na televisão iraniana.    
       
 
 
   
 
  A capacidade de questionar    
       
  Somos um povo que sabe muito sobre sofrimento e perseguição. E somos um povo que sempre quis fazer aquilo que é certo, o que é sagrado, independentemente das circunstâncias.    
       
 
 
   
 
  Ameaça maior à sobrevivência judaica    
       
  A maior ameaça ao Judaísmo não é a pressão externa, mas sim a confusão interna. Quando perdemos de vista a nossa missão, perdemos a força e a energia para sobreviver.    
       
 
 
   
 
  Quem precisa de anti-semitas?    
       
  Há um milhão de motivos para ter orgulho em ser judeu. Se há sessenta anos ser judeu significava uma sentença de morte, hoje é uma sentença de vida.    
       
 
 
   
 
  Os Mártires de Blois (1171)    
       
  Muitas foram as falsas acusações feitas pelos inimigos dos judeus como desculpa para matá-los e roubá-los. Porém nenhuma foi mais perversa que a acusação de que os judeus usavam sangue cristão para as matsot de Pêssach. A primeira acusação desse tipo foi feita em Norwich, Inglaterra, em 1144… A cruel calúnia custou a vida de centenas, talvez milhares, de judeus inocentes, homens, mulheres e crianças. Porém o ódio que alimentou nos cristãos para com os judeus foi uma das principais causas do sofrimento e perseguição judaica nos países cristãos no decorrer dos séculos.    
       
 
 
   
 
  O inferno na terra    
       
  "Queimar duas mil pessoas levava cerca de 24 horas nos cinco fornos. Geralmente só conseguíamos cremar cerca de 1.700 a 1.800. Estávamos portanto sempre atrasados em nossa cremação, porque, como você pode ver, era bem mais fácil exterminar com gás do que cremar, que exigia muito mais tempo e trabalho.    
       
 
 
   
 
  Como lidar com o anti-Semitismo    
       
  "Qual é o problema, senhora?", perguntou a atendente.
"Você me colocou sentada ao lado de um judeu! Não posso me sentar ao lado desta pessoa nojenta. Encontre-me outra poltrona!"
"Por favor, acalme-se, Madame" – respondeu a comissária. "O vôo está lotado hoje, mas vou procurar para ver se encontro algum assento livre na Executiva ou na Primeira Classe."
   
       
 
 
   
 
  Quem foi Janusz Korczak?    
       
  "Sem uma infância serena e completa, toda vida posterior fica mutilada." A idéia expressa nessas palavras por Korczak — cujo nome verdadeiro era Henryk Goldszmit — condiz com seu princípio fundamental de que o educador deveria sempre levar a sério a opinião do educando, seu ponto de vista, porque não considerá-los oprimiria a personalidade da criança e seu amor próprio.    
       
 
 
   
 
  Lembre-se de mim para sempre    
       
  Os homens estão de gravatas, coletes e paletós. As mulheres estão com vestidos finos e belos chapéus. Todos escreveram mensagens no verso das fotos. Todos eles escreveram: "Lembre-se de mim para sempre."    
       
 
 
   
 
  Os judeus não morreram em Auschwitz    
       
  Milhares foram exterminados, estrangulados pela máquina sangrenta montada e colocada em ação, sem protestos das massas e de outras nações. Houve heróis cuja coragem os inspirou a salvar tantas vidas quanto lhes foi possível. Israel reconhece cada um deles e presta sua eterna homenagem em Yad Vashem. Nós jamais os esqueceremos.
Mas não chore: os judeus não morreram em Auschwitz.
   
       
 
 
   
 
  Ataques na Nova Zelândia    
       
  Sempre que uma comunidade judaica enfrenta atos de vandalismo e violência desta espécie, e passamos por episódios semelhantes em Londres, sinto-me inspirado pela inevitável reação da comunidade judaica. A reação dominante não está enraizada em medo ou fúria, mas é alimentada pelo desafio e rededicação.    
       
 
 
   
 
  Diferença, Anti-Semitismo e o Choque de Civilizações    
       
  Como o anti-semitismo é o caso exemplar de ódio à diferença, e como a diferença é essencial ao nosso conceito de pessoa (e assim da santidade da vida humana) – um ataque aos judeus – ou a qualquer outro grupo étnico ou religioso – é um ataque à humanidade. Sua cura virá somente quando aprendermos a respeitar e reconhecer a dignidade da diferença.    
       
 
 
   
 
  A fé após o Holocausto    
       
  Num mundo sem D’us o Holocausto não é uma questão teológica, mas sim uma declaração de quão baixo o homem pode descer. A pergunta se torna retórica – não "Onde estava D’us durante o Holocausto?" mas sim, "Onde estava o homem durante o Holocausto?"    
       
 
 
   
 
  Nem tudo são rosas…    
       
  Os sobreviventes e as obras possuem os registros e nos fazem gravar: o que foi o nazismo, o anti-semitismo, o holocausto, como vivemos, como morremos e como sobrevivemos ultrapassando tudo isto e ainda, e apesar de tudo, estamos aqui, graças a D’us!    
       
 
 
   
 
  Nós, os sobreviventes    
       
  Todo mundo faz piadas sobre Nôach e sua Arca. Existe aquela sobre Nôach sendo o primeiro manipulador do mercado de capitais da história: a companhia dele flutuava enquanto o mundo inteiro estava em liquidação!    
       
 
 
   
 
  "Quantos filhos você pretende ter?"    
       
  Ele jamais imaginou que sobreviveria a todos estes acontecimentos. Também jamais sonhou que encontraria uma mulher que partilhasse sua dedicação ao Judaísmo e estivesse preparada para o auto-sacrifício necessário para criar uma família observante de Torá na Rússia Comunista. Porém ele encontrou minha mãe. Em 1967, muito antes de a Cortina de Ferro cair, minha família, eu incluído, recebeu permissão para deixar a URSS. Viajamos para nos estabelecer em Israel.    
       
 
 
   
 
  Aristídes de Sousa Mendes 1885 – 1954    
       
  "Tenho de salvar estas pessoas, quantas eu puder. Se estou desobedecendo ordens, prefiro estar com D’us e contra os homens, que com os homens contra D’us."    
       
 
 
   
 
  Holocausto e Esperança    
       
  Mais de cinqüenta anos se passaram para os judeus – e também para os não-judeus – e esta tragédia ainda provoca uma importante pergunta com relação à crença em D’us. É natural perguntar: onde estava Ele e por que Ele não fez nada para impedir que acontecesse? Mais particularmente, com relação à Redenção, surge a questão: se a Redenção não veio então, quando a humani-da-de mais precisava dela, quando virá?    
       
 
 
   
 
  Passaporte para a vida    
       
  "São refugiados judeus" – um contínuo do consulado disse a Su-gi-hara. "Querem que o senhor salve suas vidas."
Era 27 de julho de 1940. No mês de setembro anterior a Alemanha invadira a Polônia e relatórios horríveis dos crimes alemães contra os judeus se espalhavam. Mas o que isto tinha a ver com um obscuro diplomata japonês na Lituânia?
   
       
 
 
   
 
  Por que Povo Escolhido?    
       
  Aquilo que nossos vizinhos não-judeus querem ver é uma comunidade judaica firme em suas crenças, bem-sucedida em suas escolas, entusiasmada pelo seu estilo de vida. Isso é o que D'us pretendia quando, no alvorecer da era judaica, disse a Avraham e Sarah: "Em vocês todas as famílias da terra serão abençoadas." E isso é o que significa ser um kidush Hashem, santificar o Nome de D'us. Apenas sendo fiéis ao nosso legado é que podemos ser uma bênção para os outros.    
       
 
 
       
 

Transcendendo o Medo

   
       
  Alguns estiveram nos campos. Praticamente todos tinham perdido entes queridos: pais, irmãos, irmãs, filhos. Não sei o quanto eles eram "religiosos" ou "espirituais" - mas sei que eles levavam a vida adiante com a convicção de que estavam fazendo aquilo que D'us desejava que eles fizessem, que suas vidas eram parte de algo maior que eles próprios.    
       
 
 
         
  O Holocausto na visão do Rebe    
       
  Podemos presumir que alguma explicação, suficientemente simples para encaixar-se nos limites finitos da razão humana, possa explicar um horror de tal magnitude? Podemos apenas concordar que existem coisas que estão além do alcance finito da mente humana.    
       
 
 
         
  Seja mais judeu!    
       
  A única razão pela qual estamos vivos hoje como um povo é por causa de um D'us Todo Poderoso que nos preservou durante "noite" e "dia" a fim de aproximarmos o céu da terra, transformando o mundo em um lugar bom e Divino.    
       
 
 
         
  O ódio que não vai morrer    
       
  Há muitos judeus que costumam associar o anti-semitismo com coisas do passado, com seus avós ou bisavós que estiveram confinados em guetos ou em campos de concentração na Europa. Hoje, em nossa era "civilizada" o que mais precisa acontecer para que um observador imparcial conclua que o anti-semitismo está bem vivo, e é perigoso?    
       
 
 
         
  Sobre o Holocausto    
       
 

O Holocausto vai muito além da capacidade da compreensão humana. O Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, líder mundial do judaísmo contemporâneo, manifestou claramente que é inconcebível explicar o Holocausto como um castigo Divino. Não existe maldade que possa justificar um sofrimento como o Holocausto.

A postura do Movimento Chabad sobre esta tragédia é abordada de forma sucinta neste artigo que, entre outras coisas, declara: as vítimas do Holocausto foram todos kedoshim, santos; a elas se agregam as palavras "D'us vingue seu sangue"; cada homem tem total e absoluta responsabilidade sobre seus atos e portanto, os nazistas e seus colaboradores são todos responsáveis e sobre eles se diz: "que seu nome e lembrança sejam apagados".

   
       
 
 
         
  D'us não morreu em Auschwitz    
       
  Os alemães nos deixaram com algumas perguntas - seis milhões no mínimo. Tornou-se a suprema tarefa da geração pós-Holocausto procurar e sondar, refletir e tentar compreender uma fé que passou pelo teste do tempo, mas pareceu falhar à confrontação com a razão e uma crença contínua em D'us, tanto onipotente como benevolente. Milhares de anos atrás, no primeiro Holocausto da história judaica ocorrido no Egito o grito de batalha foi: "Deixe meu povo ir!" Em nosso tempo, na esteira de um período de incompreensão, nasce um novo slogan: "Deixe meu povo saber."    
       
 
 
         
  Anti-semitismo merece resposta    
       
  Como "jardineiros" plantamos moral, ética, amor, compreensão, sabedoria, orgulho e legado e deixamos nossa impressão em todo o lugar por onde passamos, onde para alguns, infelizmente, despertamos ódio e inveja.    
       
 
 
         
  Terminando o trabalho    
       
  Quem de nós não possui antepassados que morreram ou assistiram perecer parentes no holocausto? E quando em seu coração você escutar o clamor deles indagando: "Então, meu filho, valeu a pena?" Qual será sua resposta?    
       
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