Côrach
 
Côrach ressente-se de não ter sido escolhido para um alto cargo Côrach e seus seguidores levantarão na ressurreição dos mortos e terão uma porção no Mundo Vindouro?
A campanha de Côrach para obter seguidores Os judeus queixam-se novamente
Moshê sugere que Côrach e seus seguidores ofereçam incenso Os presentes ofertados aos cohanim
A punição de Côrach, Datan, Aviram e os duzentos e cinqüenta homens A mitsvá de redimir o primogênito
 
 
 
 
Imprima o Midrash completo
 

A mitsvá de redimir o primogênito

Em conexão com os presentes da kehuná, a Torá menciona que todo primogênito é sagrado para D'us. Esta mitsvá é mencionada três vezes na Torá.

Os primogênitos foram inicialmente escolhidos por D'us para exercerem os deveres do sacerdócio (kehuná) em virtude de terem sido poupados quando Ele matou os primogênitos egípcios. Entretanto, quando os primogênitos judeus executaram os rituais sacerdotais diante do bezerro de ouro, esse chamado sagrado foi transferido para os cohanim.

A fim de libertá-los legalmente dessa obrigação original, eles devem ser resgatados com cinco moedas (shecalim) de prata, pagos a um cohen. O procedimento deste resgate não se aplica a um primogênito cujo pai é um cohen ou levi, ou a mãe filha de cohen e levi.

A mitsvá aplica-se assim que o bebê, nascido de parto normal, tiver atingido a idade de trinta dias. Se essa data coincidir com Shabat ou Yom Tov (que proíbe transações comerciais) deve ser adiada para o dia seguinte. É costume cumprir esta mitsvá à luz do dia; entretanto a festa que se segue pode se estender até a noite. Se, por alguma razão, o primogênito não foi resgatado no tempo prescrito, isto deve ser feito na primeira oportunidade, mesmo sendo o menino já adulto. (Neste caso, ele próprio deve resgatar-se perante um cohen.)

O pai deve escolher um cohen observante e bem versado na Lei judaica para redimir seu primogênito. Uma cerimônia festiva é preparada, e após recitar a bênção sobre o pão, o pai apresenta o filho ao cohen com esta declaração: "Minha esposa deu à luz ao meu primogênito". O cohen perguntará: "O que tu preferes - teu primogênito ou cinco moedas de prata?" Após confirmar sua intenção de ficar com o filho e transferir cinco moedas de prata ou seu valor equivalente para o cohen, o pai recita a bênção de "Al Pidyon Haben" e "Shehecheyánu". A seguir o cohen recita a bênção sobre uma taça de vinho.

Esta é uma das mitsvot através das quais reconhecemos que o que quer que possuímos, na realidade pertence a D'us. A primeira aquisição da pessoa geralmente é a mais preciosa a seus olhos; por isso, damos o "Primeiro" a D'us, a fim de demonstrar que Ele é o verdadeiro Proprietário de tudo o que temos. Um homem pode facilmente ser levado a pensar que tem direitos acima de qualquer disputa sobre todas suas posses. A Torá declara que o início de qualquer realização, da qual nos orgulhamos em especial, seja para D'us e o seu serviço, e só depois poderemos participar e aproveitar do restante. Isso era mais perceptível na época do Templo, quando as primícias - os primeiros frutos - tinham de ser trazidas ao Santuário e os primogênitos do gado eram ofertados ao cohen, o servo de D'us. Entretanto, D'us nos permitiu reivindicar nosso filho primogênito desde que o criemos de acordo.

Isto fica enfatizado pela pergunte retórica que o cohen apresenta: "O que preferes - teu filho ou as cinco moedas de prata?" - já que o pai é obrigado a resgatar o filho de qualquer forma. A pergunta implícita é: "Estás consciente da tua obrigação de criar teu filho para ser dedicado a D'us, estudar a Torá e cumprir as mitsvot? Compreendes que para educar uma criança apropriadamente deves estar preparado a fazer sacrifícios materiais se necessário?"

A resposta do pai - "Eu quero meu filho e aqui estão as cinco moedas de prata" - é o testemunho que ele entendeu plenamente a responsabilidade e o privilégio de criar seu filho corretamente.

 
top