Júbilo entre ruínas  
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21.07.2000 - 18 de Tamuz de 5760
     
 

Esta quinta-feira, 17 de Tamuz, 20 de julho de 2000, introduz um período de três semanas de luto, relembrando a queda de Jerusalém culminando com a destruição do Templo Sagrado, em Tish’á Beav. Na vida judaica, a alegria é encorajada todos os dias. Obviamente, alegria e pesar são mutuamente excludentes. São mesmo?

O Salmo 79 – uma profecia sobre a Destruição do Templo – inicia-se com: "Um cântico de Assaf: ó D’us Todo Poderoso! As nações entraram na Terra de Tua herança, profanaram o Santuário de Tua Glória." O Talmud faz a pergunta óbvia: Por que este Salmo é chamado de cântico? Não seria mais apropriado dizer, "um lamento" ou um "canto funebre" de Assaf? O Talmud prossegue até encontrar um lado róseo na calamidade nacional, explicando: ao descarregar Sua ira na madeira e nas pedras do Santuário, D’us poupou o próprio Povo de Israel. Este ponto positivo não apenas reduz a intensidade da dor, como é razão suficiente para cantar.

Nós, também, devemos aprender a nunca abandonar a alegria, mesmo nos momentos mais difíceis da vida. Assim como uma nação deve aprender a cantar enquanto cura suas feridas, da mesma forma devemos usar nossa fé em D’us para revelar o júbilo mesmo entre ruínas.

Pelas próximas três semanas continuaremos a descobrir algo pelo qual sorrir todos os dias.

       
 
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