Porção Semanal: Vayêlech
 
    
 

Parashat Vayêlech inicia-se com Moshê caminhando pelo acampamento judeu no último dia de sua vida, para despedir-se de seu amado povo. Em seguida, Moshê ensina-lhes a mitsvá de hac'hel, a reunião da nação inteira a cada sete anos para ouvir o rei ler certas passagens da Torá, e D'us dirige-se a Moshê e Yehoshua (que receberá o manto da liderança) na Tenda do Encontro, ordenando-lhes copiar a Torá e continuar ensinando-a ao povo judeu. A porção conclui com a preocupação de Moshê de que o povo judeu possa desviar-se da Torá após sua morte, acarretando-lhes punições.

     
  Mensagem da Parashá
     
 

O Rabi de Gur disse que, por volta de seu centésimo vigésimo aniversário, Moshê tinha atingido o máximo em espiritualidade e santidade que um ser humano pode almejar.

A única possibilidade para Moshê atingir qualquer crescimento adicional em espiritualidade teria sido na Terra Santa, mas como lhe foi negada a entrada ali, não poderia progredir mais. Para Moshê, a vida sem possibilidade de crescimento não valia a pena viver, e quando percebeu que o decreto Divino restringindo-o de entrar na Terra Santa era irrevogável, de boa vontade aceitou a morte. Para Moshê, viver significava crescer. Sem a possibilidade de crescimento, viver seria um mero existir, e isso era intolerável. Talvez seja isso que o Talmud quer dizer ao afirmar: "Os perversos são considerados mortos mesmo quando estão vivos" (Berachot 18b).

Moshê é chamado de Rabenu, nosso mestre, que nos ensinou não apenas por seus pronunciamentos, mas também pela maneira como viveu e morreu.

Ao contrário de Moshê, que tinha atingido os supremos píncaros possíveis a um ser humano, todos nós temos bastante espaço para expandir e crescer. Se não o fizermos e ficarmos estagnados, estamos por vontade própria aceitando uma situação que deveríamos rejeitar mesmo se fosse forçada sobre nós. O fato de mover-se, metabolizar, e até mesmo se comunicar com os outros não constitui "viver," e pode ser entendido como um tipo de existência animada.

Poucas pessoas se resignariam à existência animada. Como seres humanos orgulhosos, aspiramos a algo mais, a viver. O conceito de viver da Torá é aquele que Moshê nos ensinou.

     
 
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