Porção Semanal: Ki Tavo
 
    
 

A Parashat Ki Tavo começa descrevendo a mitsvá anual para os fazendeiros de Israel trazerem seus bicurim, os primeiros frutos, ao Cohen no Templo Sagardo, quando então o fazendeiro reconhece o importante papel que D'us desempenhou no fornecimento de seu sustento.

Após exortar o povo judeu uma vez mais a permanecer fiel a D'us Que os selecionou especificamente como Seu povo escolhido dentre as nações do mundo, Moshê ensina duas mitsvot especiais que eles devem cumprir ao entrarem na Terra de Israel para reafirmar seu compromisso com a Torá. Primeiro devem inscrever toda a Torá em doze pedras grandes, e então devem recitar bênçãos e maldições no vale entre Monte Guerizim e Monte Eval, os quais respectivamente aplicam-se àqueles que cumprem e desafiam a Torá.

Seguindo-se uma recontagem das maravilhosas bênçãos que D'us concederá ao povo judeu por permanecer fiel, Moshê dá uma arrepiante profecia sobre o que cairá sobre o povo judeu por não seguir a Torá. Conhecida como tochachá (admonição), Moshê descreve com detalhes a horrível destruição que infelizmente acontecerá quando eles afastarem-se das mitsvot de D'us.

A porção da Torá termina quando Moshê recorda os maravilhosos milagres que D'us realizou pelos últimos quarenta anos, lembrando o povo da imensa dívida de gratidão que têm para com D'us, pelo Seu cuidado amoroso.

     
  Mensagem da Parashá
     
 

Na Parashá de Bechucotai, no livro de Vayicrá, D'us prometeu bênçãos para o povo de Israel por cumprirem a Torá e punições - D'us nos livre - por deixar de cumpri-la. Nesta Parashá, Ki Tavo, Moshê mostrou-se muito preocupado; temia que após a sua morte o povo transgredisse os mandamentos. Por este motivo pediu a D'us: "Posso dar ao povo mais bênçãos e advertências?" D'us concordou com o pedido de Moshê.

Quando Moshê expressou estas bênçãos e advertências adicionais, o ruach hacodesh (espírito de profecia) pairou sobre ele. A maioria das punições que ele predisse ocorreram na época da destruição do segundo Templo Sagrado.

Na verdade, as bênçãos não são a recompensa final pelo cumprimento da Torá, assim como as maldições não são a punição final pela violação desta. Um pagamento completo pelas mitsvot será dado somente no Mundo Vindouro.

Até certo ponto, se o povo judeu cumpre a Torá plenamente, D'us os livra de preocupações materiais e os abençoa com abundância para lhes dar a oportunidade de cumprir mais mitsvot. Por outro lado, se negligenciam a Torá e as mitsvot, D'us os pune com sofrimentos, que limitam suas oportunidades de cumprir as mitsvot.

Na verdade, em ambos casos o Criador quer transmitir uma mensagem constante: as bênçãos e as maldições servem somente para indicar ao povo judeu se estão ou não seguindo o caminho correto. Se forem afligidos por uma ou mais maldições, devem reconhecer que estão com falhas em seu comportamento e que estas devem ser reparadas, bem como seus caminhos.

     
 
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