| Porção
Semanal: Vayak'hel
e Pecudê |
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| Esta semana lemos a porção final de Shemot, um livro que começa com o povo judeu escravizado pelo faraó no Egito e agora termina com a compleição da construção do Mishcan (Tabernáculo) no deserto. Os comentaristas referem-se a este segundo livro como o Livro da Redenção, e este é o tema dele todo, do início da Parashá Shemot até o final de Pecudê. A Redenção não foi conseguida somente ao escapar da escravidão; receber a Torá no Monte Sinai deu um propósito a esta liberdade, e o repouso da Presença de D'us entre Sua nação (o resultado da conclusão do Mishcan) assinala o clímax da salvação. A Parashá Vayak'hel inicia-se com Moshê reunindo toda a nação de Israel para transmitir-lhes tudo aquilo que D'us lhe ordenara sobre a construção e a montagem do Mishcan nas três porções prévias da Torá. Entretanto, Moshê primeiro os adverte novamente sobre a mitsvá fundamental de guardar o Shabat, lembrando-os que embora a construção do Mishcan seja de importância transcendental, não tem precedência sobre a observância semanal do Shabat. Apenas um dia antes, em Yom Kipur, Moshê desceu do Monte Sinai com o segundo conjunto de Tábuas nas mãos, informando ao povo que eles tinham sido perdoados por D'us do horrível pecado de adorar o bezerro de ouro. Em resposta ao chamado de Moshê, os Filhos de Israel vieram com contribuições generosas para a construção, produzindo uma abundância de suprimentos. Os artesãos são escolhidos e inicia-se a construção, como a Torá descreve em detalhes a fabricação de cada aspecto do Mishcan. Parashá Pekudei começa com uma contabilidade completa do ouro, prata e cobre doados pelo povo para uso no Mishcan. A Torá prossegue descrevendo os tecidos e a confecção das várias vestes a serem usadas pelo Cohen Gadol (Sumo-Sacerdote) durante o serviço. Após a inspeção de Moshê e aprovação dos muitos utensílios e partes desmontadas, Moshê estabelece o Mishcan em Rosh Chôdesh Nissan enquanto cada parte é ungida e arranjada em seu lugar apropriado. E como D'us havia prometido, Sua Glória enche o Mishcan. |
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| Mensagem da Parashá | |||||
| No início da Parashá Vayak'hel, aprendemos sobre a proibição de acender o fogo e a regra geral de abster-se de trabalhar no dia santo de Shabat. Muitos comentaristas alongam-se sobre esta idéia e dizem que, quando nos abstemos do trabalho, temos tanto tempo livre que não sabemos o que fazer com ele. Imagine esta cena: enquanto está relaxando com amigos no terraço do quintal, a conversa se volta para observações sobre outras pessoas - "Você soube do que aconteceu com...?" ou então: "Fiquei sabendo que..." Quando as pessoas não têm nada melhor para fazer, é muito fácil e tentador começar uma conversa sobre outras pessoas. O resultado é que "incêndios" começam assim. E antes que o primeiro fogo seja extinto, torna-se um incêndio que pode fugir ao controle. A fofoca e a maledicência transformam-se em uma bola de fogo que consome tudo e a todos em seu caminho. O que a Torá está nos sugerindo é que não apenas devemos nos abster de começar um fogo real no Shabat, mas também impedir-nos de acender um fogo proveniente da boca, onde as fagulhas voarão para todos os lados. Devemos tentar conter-nos para não falar mal, e estarmos sempre conscientes para saber onde está o extintor de incêndio. |
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