Porção Semanal: Beshalach
 
    
 

A parashá inicia-se com a descrição da rota do povo de Israel. D'us os guiou pelo caminho do deserto e o Mar Vermelho, ao invés de fazê-los seguir diretamente para a terra dos Filisteus, que seria um caminho mais breve, pois aí logo deparariam-se com uma guerra e talvez temeriam e desejariam retornar ao Egito. Os ossos de Yossef e de seus irmãos são levados com o povo a Israel, como prometido à ele. D'us guia o povo no deserto, durante o dia através de uma nuvem, e durante a noite por uma coluna de fogo.

Ao ser relembrado de que o povo de Israel havia saído do Egito, o coração de Faraó é endurecido, e ele resolve perseguí-los pelo deserto.

O povo de Israel encontra-se encurralado entre os egípcios e o mar. No desespero, clamam a D'us e criticam Moshê por tê-los tirado do Egito. Moshê reza a D'us, que o instrui que fenda o mar com sua vara. Ao fazê-lo, o mar se partiu em dois, deixando um caminho seco, entre duas muralhas de água. Quando Israel encontrava-se em solo firme, D'us ordenou a Moshê que novamente colocasse seu cajado no mar, e com isso o fechou novamente, aniquilando os egípcios que seguiam Israel através dele.

Como agradecimento ao milagre da partida do Mar Vermelho, Israel cantam um cântico ao Eterno. O chamado "cântico do mar" descreve a grandeza do milagre e louva a D'us. Miriam, a profetiza, reúne as mulheres, que agradecem a D'us com adufes e danças.

Israel chega a Mará, onde não é possível beber das águas amargas. O povo queixa-se, e D'us instrui Moshê a lançar uma árvore nas águas, milagrosamente adoçando-as.

Em Sin, o povo novamente reclama, alegando que no Egito comiam panelas de carne e fartavam-se de pão, e no deserto estavam famintos. Naquela tarde, codornizes cobriram o acampamento, e na manhã seguinte, uma camada de orvalho estendeu-se ao redor do acampamento, sob o qual havia a maná. A cada dia deveria recolher-se uma quantia de maná, e uma porção adicional na sexta feira, para ser guardada para o Shabat. Se recolhessem além da quantia determinada o restante era tomado por vermes na manhã seguinte, como de fato ocorreu. No sétimo dia, porém, isto não ocorria.

Aharon toma um vaso e armazena nele um pouco de maná, afim de servir como testemunho.

Em Refidim, o povo novamente queixa-se da falta de água. D'us diz a Moshê que golpeie uma rocha com sua vara, para fazer que as água saiam.

No final da parashá, ocorre a guerra contra Amalec. Moshê sobe a montanha com dois ajudantes, Aharon e Chur. Quando este levanta suas mãos, o povo de Israel se fortalecia sobre o inimigo. Israel vence a batalha, e D'us proclama uma guerra eterna contra o povo de Amalec.

     
  Mensagem da Parashá
     
 

Nessa porção semanal lemos como o povo judeu deixou o Egito e atravessou o Mar Vermelho de uma forma milagrosa. Os sábios explicam que naquele local até uma simples serva viu a Presença Divina, que até mesmo os profetas não chegaram a ver. Aqui está um povo que subiu até as mais elevadas alturas espirituais, privilegiado de ver o invisível. Mas com que espantosa sequência! Eles mal haviam deixado a cena desse grande evento, quando afundaram nas profundezas da depravação moral e espiritual. Começaram a atacar injustamente a liderança de Moshê, e isso foi ainda sobrepujado por sua atitude em relação ao próprio D'us, duvidando de Suas habilidades e finalmente culminando na construção do bezerro de ouro.

Uma geração imbuída do conhecimento Divino comporta-se assim? Contudo, após reflexão mais profunda, acaso somos nós diferentes hoje? Não somos uma geração de sabedoria? Não possuímos um conhecimento básico fundamental concernente aos mistérios do universo, espaço e muitas outras descobertas que nos fazem realçar como uma época à parte? E vivemos, contudo, em um ambiente onde respira-se ansiedade e medo. E qual seria a razão básica deste estado de coisas?

É simplesmente devido ao fato que o simples conhecimento não basta, é preciso colocá-lo em prática. O que é correto e bom deve ser discernido e incorporado à nossa vida diária. Qualquer psicólogo hoje dirá que o primeiro passo para a cura da saúde mental é saber o que há de errado com o indivíduo. Mas este é só o primeiro passo. A experiência é significativa somente quando torna-se parte de um ser e efetua uma real mudança em seu comportamento.

     
 
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