| Porção Semanal: Ki Tetsê | ||||
| Ki Tetsê começa discutindo o caso de uma mulher quando capturada por um soldado judeu durante uma batalha. Pelo resto da Porção, a Torá continua com uma lista de várias mitsvot cobrindo vasta gama de tópicos. Relata então os direitos especiais de herança do primogênito, o caso do filho teimoso, a importância de respeitar-se a propriedade de outras pessoas, a obrigação de enxotar a ave mãe do ninho antes de pegar seus filhotes, e que não se deve vestir shatnez, mescla de lã e linho na mesma peça de roupa. O caso da difamação da mulher casada é então discutido, seguido pela proibição de adultério e outros casamentos proibidos, bem como a ordem de manter o acampamento do exército como local santificado. Após mencionar brevemente o divórcio e o requerimento de um guet (carta de divórcio), a Torá discute o sequestro, a mitsvá de pagar os trabalhadores no tempo apropriado, e o conceito da responsabilidade do indivíduo por suas próprias ações. A Torá descreve então a consideração especial que deve ser dada a um órfão e a uma viúva, o casamento levirato e a mitsvá de ser honesto nos negócios. Esta Porção da Torá conclui com uma exortação para recordar as atrocidades que a nação de Amalek cometeu contra nós após o Êxodo. |
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| Mensagem da Parashá | ||||
| Nessa Porção Semanal da Torá lemos sobre o direito de um trabalhador de comer enquanto trabalha na vinha de outro, o que o Talmud explica como referente apenas ao tempo do término do trabalho, isto é, ao colocar-se o fruto nos vasos do proprietário. Ao travar contato com muitas pessoas, fica-se surpreso ao verificar o número de pessoas infelizes, apesar de suas posses materiais. Nossos ancestrais eram certamente mais pobres em riquezas materiais, mas estavam satisfeitos e tinham alegria interior. Qual é a causa de nosso fracasso em alcançarmos isto? A lei acima mencionada, oferece a solução. Podemos imaginar que toda a vida é como uma vinha onde trabalhamos por um certo período de tempo. Se estivermos conscientes de quem é o proprietário, isto é, o Todo Poderoso, e se no decorrer do trabalho, colocarmos também algo em Seus vasos, se parte de nosso tempo e energia fôr dedicada em Seu nome, então as coisas que colocarmos em nossos vasos irão adquirir um senso de valor e significado. Mas se negligenciarmos "Seus vasos", então o que quer que façamos, perderá seu caráter sagrado, e no decorrer do tempo, seu significado. Então a alegria fugirá de nossa vida e de nossas atividades. Façamos a sabedoria da palavra, parte de nossa vida diária e então receberemos a felicidade verdadeira a qual nos foi destinada. |
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