| Porção Semanal: Êkev | indice | |||
| kev começa com Moshê encorajando os filhos de Israel a confiar em D'us e nas maravilhosas recompensas que Ele lhes dará se guardarem a Torá. Moshê assegura-lhes que derrotarão com êxito as nações de Canaã, quando deverão remover todo e qualquer vestígio de idolatria remanescente na Terra Santa. Moshê os lembra sobre o miraculoso maná e as outras maravilhas com que o Criador os cumulou pelos quarenta anos passados, e ele adverte o povo judeu para estar consciente das armadilhas de sua futura prosperidade e orgulho das façanhas militares, o que pode fazê-los esquecer D'us. Ele os relembra ainda de suas transgressões no deserto, recontando toda a história do bezerro de ouro, e descrevendo a abundante misericórdia de D'us. Moshê enfatiza que a geração do deserto tinha uma responsabilidade especial de permanecer leal às mitsvot, preceitos da Torá, por causa dos muitos milagres que vivenciaram pessoalmente. Após detalhar as numerosas virtudes da Terra Prometida, Moshê ensina ao povo o segundo parágrafo do Shemá, que enfatiza a doutrina fundamental de recompensa e punição, baseada em nosso cumprimento das mitsvot. Esta Porção da Torá conclui com a promessa de D'us, uma vez mais, de que Ele protegerá o povo judeu se eles cumprirem as Leis da Torá. |
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| Mensagem da Parashá | ||||
| A nossa Era é com certeza a "Era da Especialização". Com efeito, cada indivíduo, intencionalmente ou não, encontra-se na arena da vida com um papel claramente definido a cumprir. A lei não escrita, neste jogo exclusivista é: "Eu farei meu serviço, você o seu, e ambos lucraremos". Esta política é evidente em quase toda faceta dos empenhos humanos. Desafortunadamente o judaísmo, especialmente em sua aplicação diária, caiu vítima dessa política. O conceito de especialização tem feito severos avanços em direção à esfera da responsabilidade individual. Nós sofremos de "Judaísmo em Departamentos". Diferentes grupos desempenham diferentes funções e pelo simples ato de pertencer a um desses grupos, nossa responsabilidade em relação a todos já esta cumprida. Os ricos mantém instituições de caridade, os pobres frequentam serviços religiosos, os aposentados visitam os doentes e o rabino mantém a centelha dos rituais judaicos acesa. Nada é mais falacioso, afirmam nossos sábios, religião é uma responsabilidade pessoal e individual. Há muitos que atualmente procuram com sinceridade uma vida mais religiosa e buscam uma resposta à pergunta: "O que devo fazer para tornar-me verdadeiramente religioso?" O esclarecimento desta questão se encontra nas palavras que D'us dirige à Abraão: "Saia de sua terra, do local de seu nascimento, da casa de seus pais para a terra que te mostrarei". Temos aqui três requisitos que devem ser preenchidos antes que alguém possa entrar "na terra que Eu lhe mostrarei", isto é, a "terra da personalidade religiosa". O local do nascimento, o país e a casa paterna devem ser abandonados. Melhor explicando - local de nascimento e país significam hábitos aos quais o homem se acostumou desde seu nascimento, os costumes e maneiras da sociedade. A verdadeira personalidade religiosa não pode importar-se com o que os outros pensam dele ou incomodar-se com o que a sociedade atual considera qual a maneira adequada de servir à D'us. O item "casa dos pais" refere-se à família e aos amigos que riem, criticam e ridicularizam a personalidade religiosa em seus esforços e aspirações. A vida religiosa é frequentemente impopular e solitária, mas àquele que deseja alcançar a "paz de espírito" deve estar pronto a deixar para trás aqueles que não querem compreender. Não existem "atalhos" para a religião; é uma longa e difícil jornada, muitas e muitas coisas terão que ser afastadas, o caminho é muito árduo. Mas levando em consideração, que hoje mais do que nunca, vivemos numa época em que estamos todos engajados em tentar trazer as melhores coisas da vida para nossas famílias, não devemos esquecer que a melhor bênção é a Torá e através dela haverá a grande compensação: encontrarmos na vida um significado maior. |
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