Porção Semanal: Pinechas  indice
     
  A Parashat Pinechas começa com D'us concedendo Sua bênção de paz e sacerdócio sobre Pinechas, o neto de Aharon, por assassinar um príncipe da tribo de Shim'on e uma princesa medianita, enquanto estavam engajados num ato licencioso em público (ao fim da Porção da Torá da última semana). A reação zelosa de Pinechas salva o povo judeu de uma praga que havia irrompido no acampamento.

D'us ordena Moshê e Elazar (filho de Aharon e sucessor como Cohen Gadol) a conduzir um novo recenseamento de toda a nação, o primeiro feito em quase trinta e nove anos. A Torá então relata o pedido feito pelas cinco filhas de Tslofchad por um quinhão da herança na terra de Israel. A herança era sempre destinada aos homens da família, mas em seu caso, seu pai havia morrido e elas não tinham irmãos. D'us concorda, e pelo mérito dessas justas mulheres, muitas das leis sobre herança são ensinadas. Depois que D'us mostrou a Moshê a terra de Israel do topo de uma montanha, Moshê é ordenado a passar adiante seu manto de liderança para Yehoshua, já que Moshê não poderia entrar na terra.

A Porção da Torá conclui então com uma demorada descrição dos sacrifícios especiais a serem trazidos ao Templo durante as Festas, além do corban tamid, oferenda feita em nome de todos diariamente às manhãs e às tardes. Estas seções são também lidas na Torá durante todo o ano nas Festas apropriadas.

       
  Mensagem da Parashá
       
 

Nesta Porção Semanal de Pinechas lemos o relato de uma das mais heróicas histórias da Torá, a de Pinechas, o qual, cheio de uma indignação abrasadora contra um ato de profanação, executou vingança sobre os culpados. Por sua prontidão e zelo em honrar o nome do Criador, salvou os judeus da destruição da praga.

Poderíamos imaginar que seria aclamado e ovacionado com pompa, contudo encontramos Pinechas sendo recebido com escárnio e até a tentativa de linchamento por parte de alguns. Muitos de nós diríamos em seu lugar: "Bem, valeu a pena ser bom? Eu estaria melhor se tivesse me preocupado com minha própria vida". Mas aquela não foi a reação de Pinechas, pois aqui trata-se de um homem que valorizava a vida boa e justa. E, portanto, contanto que recebesse do Todo Poderoso o reconhecimento na promessa de eterno sacerdócio, que diferença faria se recebesse aplausos ou vaias de seus irmãos?

A tragédia de nossos dias é que tudo o que fazemos é dirigido de modo que recebamos o maior reconhecimento e publicidade com merecidos aplausos. Por isso a prática da caridade está tornando-se uma arte em desuso. Esquecemo-nos de procurar as honras do Todo Poderoso. Que sejamos inspirados por Pinechas que pensou não ser importante o reconhecimento dos mortais quando tinha as bênçãos de D'us.

       
 
top