| Porção Semanal: Chucat e Balac | indice | |||
| Chucat
inicia-se com o perfeito decreto da Torá, Chucat HaTorá, uma mitsvá que
somos convidados a cumprir mesmo se formos incapazes de entender seu propósito
e razão de ser - parah adumah, a vaca vermelha, cujas cinzas são usadas
para purificar as pessoas que se contaminaram através do contato com um
cadáver. A narrativa então salta 38 anos para começar a descrição da fase
um pouco anterior a chegada do povo judeu à terra de Israel. A profetiza
Miriam morre, e o povo é deixado sem água, pois o poço milagroso que os
havia acompanhado durante sua jornada pelo deserto existia apenas pelo mérito
de Miriam. D'us ordena a Moshê e Aharon que falem a uma certa rocha, que assim milagrosamente produzirá água; Moshê, porém, a golpeia com seu cajado e o Criador declara aos dois líderes que não entrarão na Terra Prometida. Depois disso, o rei de Edom se recusa a deixar o povo judeu passar pelas suas fronteiras, obrigando-os a tomar uma rota mais longa. Aharon morre e é enterrado no Monte Hor, e Elazar, seu filho, o sucede como Cohen Gadol, Sumo Sacerdote. Os Filhos de Israel entoam uma canção de louvor sobre o poço milagroso, que D'us havia concedido por mérito de Miriam. A Porção conclui com as batalhas e vitórias sobre Sichon, o rei de Emori, e Og, o rei de Bashan. A Parashat Balac transfere-se da viagem do povo judeu pelo deserto para relatar a história de Bilam, o profeta gentio que tentou amaldiçoar os Filhos de Israel. Encarregado por Balac, o rei de Moav, Bilam concorda em empreender uma viagem ao acampamento israelita; entretanto, ele primeiro pede permissão a D'us, e vai apenas com a condição de que falaria somente o que D'us colocasse em sua boca. Enquanto estava na estrada, um anjo brandindo uma espada bloqueia a passagem de Bilam, fazendo com que seu jumento saia repetidas vezes da estrada. Incapaz de ver o anjo, Bilam reage golpeando o jumento desobediente por três vezes. Milagrosamente, D'us faz com que o animal fale com Bilam, e D'us desvela os olhos do humilhado profeta, para que possa ver o anjo no caminho. O anjo então relembra Bilam de que pode proferir somente as palavras que D'us colocar em sua boca. Ao chegar no acampamento dos judeus, Bilam tenta repetidamente amaldiçoar o povo; a cada vez o Criador o impede de fazê-lo, fazendo que ao contrário, ele pronuncie diversas bênçãos e louvores, para total consternação de Balac. A Porção da Torá conclui com a zombaria dos homens judeus com as promíscuas filhas de Moav e Midian, e o licencioso ato público de Zimri (um príncipe da tribo de Shim'on) com uma princesa medianita. Pinchás, o neto de Aharon, zelosamente reage, golpeando-os até a morte com uma lança, encerrando uma praga de D'us que havia irrompido no acampamento.
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| Mensagem da Parashá | ||||
| A Porção Semanal da Torá começa com as seguintes palavras: "Este é o estatuto da Torá". A Torá contém vários tipos de leis das quais os estatutos são os que não tem aparentemente nenhuma explicação. Nossa fé é baseada na relação Divina ocorrida no Monte Sinai. Aceitamos a Torá no espírito "Nassê VeNishmá" que significa, "Faremos [primeiro] e então entenderemos". Aceitamos a prática de nossos preceitos vindos do Supremo Mestre do Universo, na total compreensão de que nosso limitado intelecto humano não pode alcançar a infinita sabedoria de D'us. Não sabemos, nem podemos saber, o efeito total do cumprimento dos preceitos e que influência exatamente possuem sobre nós e sobre o mundo em nossa volta. Qualquer explicação ou significado que possam ser atribuídos a qualquer um destes preceitos, que não possuem uma lógica em nosso intelecto, devem ser considerados incompletos. A ciência segue um método baseado primeiro no estabelecimento dos fatos e então na procura da explicação para eles. Se uma explicação lógica é encontrada, muito bem, caso contrário, os fatos permanecerão válidos mesmo se sua origem permaneça desconhecida temporariamente. A história judaica tem provado clara e repetidamente que onde costumes e tradições têm sido observados com um espírito de fé e humildade foram preservados e perpetuados. Mas quando se tornaram objetos de análise intelectual e aceitos porque iam de encontro à razão ou à imaginação, então os fundamentos do judaísmo eram abalados. Devemos considerar todas as leis com igual santidade, pois todas foram dadas pelo Legislador e todas provêm da mesma fonte. |
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