| |
Nesta data de Guimel Tamuz em que celebramos
o aniversário de ausência, falecimento do Rebe, o que lhe
oferecemos?
Fortalecemos ainda mais nossa conexão colocando em prática
seus ensinamentos, transmitindo seu legado e sua obra a todos a nossa
volta e sobretudo, seguindo seu exemplo: viver Torá e amar ao próximo
com entusiasmo e alegria.
O artigo a seguir é uma tradução livre de uma carta
pública escrita pelo Rebe pouco antes do primeiro yahrtzeit (aniversário
de falecimento) de seu sogro e predecessor, Rabi Yossef Yitshac Schneersohn
de Lubavitch, na qual o Rebe orienta os chassidim sobre como observar
o yahrtzeit. Os chassidim observam estes mesmos costumes na data de falecimento
do Rebe, 3 de Tamuz.
A carta é datada de Rosh Chodesh Shevat, 5711 [8 de janeiro, 1951].
Pela Graça de D'us
Rosh Chodesh Shevat, 5711
Brooklyn, NY
Aos membros da nossa comunidade, os Temimim1, e a todos que estão
de alguma maneira conectados com meu reverenciado sogro o Rebe, de abençoada
memória.
D'us abençoe a todos.
Saudações e bênção:
Em resposta aos muitos pedidos para uma programação detalhada
para o próximo Dez de Shevat, yahrtzeit de meu respeitado sogro
o Rebe, hareini kaparat mishkavo2, por meio desta sugiro o seguinte:3
No Shabat anterior ao yahrtzeit, cada qual deve tentar ser chamado à
Torá para uma aliyá. Se não houver aliyot suficientes,
a Torá deve ser lida algumas vezes em salas diferentes. No entanto,
nenhuma adição deve ser feita ao número de aliyot
por leitura4. Aquele que é homenageado com Maftir deve ser o mais
respeitado convergente, conforme determinado pela maioria; alternativamente,
a escolha pode ser determinada por sorteio.
A congregação deve escolher alguém para liderar as
preces no dia do yahrtzeit. É adequado dividir a honra, escolhendo
uma pessoa para liderar o serviço noturno (Maariv), uma segunda
para liderar o serviço matinal (Shacharit), e uma terceira –
o serviço vespertino (Minchá). Assim um número maior
de membros da comunidade terá o privilégio.
Uma vela de yahrtzeit deve ser acesa para arder durante vinte e quatro
horas. Se possível, a vela deve ser de cera de abelha.
Cinco velas devem ser acesas durante os serviços de preces.
Após cada serviço de prece (no serviço matinal –
após a leitura de Tehilim), aquele que lidera as preces deve estudar
(ou pelo menos concluir o estudo de) as seguintes seleções
da Mishná: Capítulo 24 de Keilim e capítulo 7 de
Mikvaot. Ele deve então recitar a mishná "Rabi Chananyah
ben Akashya…", seguido silenciosamente por algumas linhas do
Tanya, e Kadish de Rabanan.
Após Maariv, parte do maamar (discurso) intitulado Bati
LeGani, que o Rebe liberou para o dia de seu falecimento, deve
ser recitado de memória. Se não houver ninguém para
fazê-lo de memória, deve ser estudado do texto. Isto deve
ser continuado após Shacharit, e o discurso deve ser concluído
após Minchá.
Antes de Shacharit, deve-se estudar um capítulo do Tanya. Isso
também deve ser feito após Minchá.
Pela manhã, antes da prece, deve-se doar para causas de caridade
associadas com nosso Nassi, meu reverenciado sogro, de sagrada memória.
As doações devem ser feitas em nome de si mesmo e em nome
de cada membro da família. O mesmo deve ser feito antes de Minchá.
Após Shacharit e a recitação do maamar, cada indivíduo
deve ler um pidyon nefesh. (Desnecessário dizer que um gartl deve
ser usado durante a leitura.)
Aqueles que tiveram o privilégio de serem recebidos pelo Rebe em
yechidut, ou pelo menos ver seu rosto, deveriam – enquanto lêem
o pidyon nefesh – visualizar-se como estando perante a sua presença.
O pidyon nefesh deve então ser colocado entre as páginas
de um discurso maamar ou outro panfleto de ensinamentos do Rebe, e enviado,
se possível no mesmo dia, para ser lido no seu túmulo.
No decorrer do dia a pessoa deve estudar capítulos da Mishná
com as letras do nome do Rebe.
No decorrer do dia a pessoa deve participar de um farbrenguen (reunião
chassídica).
No decorrer do dia a pessoa deve reservar um tempo para falar com a família
sobre o Rebe, e sobre as missões espirituais que ele cumpriu durante
a vida.
No decorrer do dia, as pessoas (às quais esta tarefa seja apropriada)
deve falar em sinagogas e casas de estudo em suas cidades e citar um dito
ou adágio dos ensinamentos do Rebe, Eles devem explicar como ele
amava todo judeu.
Devem divulgar e explicar a prática que ele instituiu de recitar
Salmos todo dia, estudando a porção diária de Chumash
com o comentário de Rashi, e (para audiências adequadas)
estudar o Tanya conforme ele o dividiu em leituras diárias para
todo o ano. Se possível, isso deve ser feito durante um farbrenguen.
No decorrer do dia, as pessoas (que estejam aptas para esta tarefa) devem
visitar centros de jovens observantes – e, num espírito de
boa vizinhança, fazer todos os esforços para visitar também
centros para jovens que ainda não são observantes –
para falar-lhes sobre o grande amor que o Rebe tinha por eles.
Deve-se explicar a essas pessoas o que o Rebe esperava delas, sua esperança
e a confiança que ele depositava neles, de que cumpririam a tarefa
de fortalecer o Judaísmo e disseminar o estudo de Torá com
toda a energia, calor e vitalidade que caracterizam a juventude.
Se as condições permitirem, todo o acima deve ser continuado
durante os dias seguintes ao yahrtzeit, especialmente no Shabat seguinte.
Que D'us apresse a vinda do nosso Redentor, e então "Aqueles
que habitam no pó despertarão e se alegrarão."
E nosso Nassi entre eles nos dará maravilhosas notícias,
e nos liderará pelo caminho que leva à Casa de D'us.
[Assinatura do Rebe]
Notas:
1 - Estudantes de Tomchei Temimim, a rede Lubavitch
de yeshivot.
2 - "Que eu seja a expiação do seu repouso" –
tradicionalmente acrescentado à menção de pai ou
professor dentro de um ano do seu falecimento.
3 - Esta nota aparece no original: Veja também a carta do meu sogro
sobre o primeiro yahrtzeit de seu pai, Rabi Shalom DovBer de abençoada
memória (impressa em Chachmei Yisrael Baal Shem Tov, pág.
33).
4 - Esta nota aparece no original: Isso, segundo meu sogro, |