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Caro
Rabino. Tenho 11 anos e curso a 8ª Série no Colégio de minha
cidade Guaratinguetá, SP. Meu professor de história diz
que em nossa religião D'us recebe o nome formado por um tetragrama.
Perguntei ao meu pai, e ele disse, que na verdade conhecemos D'us pelo
nome de A-do-nai, desconhecendo a afirmação de meu professor,
e sugeriu que perguntasse ao Rabino, o que faço agora. Quero desde
já agradecer a resposta, e pedir permissão para consultá-lo
quando precisar.
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RESPOSTA:
Achamos super legal
você ter procurado e encontrado a gente. Sempre que precisar, tentaremos
ajudá-lo na medida do possível e com alegria.
Você fez uma ótima pergunta, mas nos colocou numa situação
perigosa... Quem será que tem razão: o pai ou o professor?
Mmmm...
Os dois!!!
Seu professor deve ter se referido provavelmente ao nome de "Iud",
"Che-i", "Vav", "Che-i", que é a
essência do nome de D’us e que jamais pode ser pronunciado,
pela grande Santidade que possui. Nem ao menos pronunciamos as letras
em sequência. Aliás, nem sabemos a pronuncia correta destas
letras, pois ela foi guardada em segredo.
Antigamente, na época do Primeiro Beit Hamicdash, Templo Sagrado
em Jerusalém, apenas o Sumo Sacerdote, a pessoa mais santa do povo
judeu, poderia, uma vez ao ano, Yom Kipur, entrar no Santo dos Santos
e pronunciar uma única vez o verdadeiro nome de D’us.
Mas seu pai tem razão, pois cada vez que aparece este nome (o tetragrama)
nas leituras sagradas e nas rezas, pronunciamos o nome de A-do-nai que
significa "O Mestre". Este nome não pode ser pronunciado
em vão.
Elo-kim, que é o plural, demonstra como D’us Único
está manifesto no mundo de diferentes maneiras. A Cabalá
explica como o nome Ado-nai está ligado à bondade ilimitada
enquanto Elo-kim é severidade e limitação. Os nomes
de D’us mencionados na obra Mishnê Torá de Maimônides
são relacionados pela Cabalá com os diversos atributos Divinos.
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