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O Mês de Nissan

 
     
 

Nissan é o primeiro dos doze meses do calendário judaico.

O primeiro mandamento dado à recém-nascida nação de Israel antes do Êxodo do Egito foi:

"Este mês [Nissan] será para vós o primeiro dos meses (Shemot 12:2).

Nissan começa, especificamente, o "período" (tekufá) da primavera. Os três meses desta tekufá –
Nissan, Iyar, Sivan – correspondem às três tribos do acampamento de Yehuda – Yehuda, Issachar, Zebulun – que se situavam a leste). Na Torá, Nissan é chamado de "mês da primavera" (chodesh ha'aviv).

Além disso, Nissan dá início aos seis meses de verão, que correspondem aos seis níveis de "luz direta" (no Divino serviço – "despertar do acima"). Há uma alusão a isso no nome aviv, que começa com as duas letras alef e beit, na ordem "direta" ou "reta" do alef-beit.

Refere-se a Nissan como "o mês da redenção". Segundo a opinião aceita de Nossos Sábios: "Em Nissan nossos antepassados foram redimidos do Egito e em Nissan seremos redimidos" (Tratado Rosh Hashaná 11a).

Nissan é um mês de milagres (nissim). O fato de o nome Nissan possuir dois nuns sugere, segundo Nossos Sábios, nissei nissim – "milagres dos milagres." Sobre a redenção do futuro é declarado: "Como os dias de vosso êxodo do Egito, Eu revelarei a ele maravilhas." Na Chassidut, este versículo é explicado como significando que as maravilhas da redenção do futuro serão assombrosas e miraculosas, equivalentes aos milagres do Êxodo do Egito – "milagres dos milagres".

Letra: hei

A letra hei ´´a origem fonética de todas as 22 letras do alef-beit.

Nossos Sábios ensinam que "com a letra hei, D’us criou este mundo", como é declarado no início da segunda narrativa da Criação (que corresponde ao calendário judaico, começando a partir de Nissan): "b'hibaram – b'hei bera'am." Assim, o mês de Nissan significa a renovação anual da criação deste mundo.

Mazal: talê (Aries – carneiro)

O talê simboliza o sacrifício de Pêssach, o primeiro sacrifício do povo judeu a D’us quando da sua redenção. O próprio povo judeu é simbolizado como um cordeiro (dentre setenta lobos). De todas as criações de D’us, o cordeiro possui a inata capacidade de despertar misericórdia pela sua voz (a origem do sentido da fala do mês de Nissan).

Tribo: Yehuda

Yehuda é o rei (a "primeira") das tribos de Israel. Seu nome significa dar graças, na fala (o sentido de Nissan). O rei governa seu povo pelo poder de suas palavras, como está escrito: "pois a palavra do rei é sua lei." O mês de Nissan é "o ano novo para reis" (Mishná Rosh Hashaná 1:1).

Sentido: Fala

O sentido da fala sugere a capacidade da pessoa de expressar seus mais profundos sentimentos e opiniões ao próximo. Todas as formas de expressão são referidas genericamente como "fala".
"Este mundo" (criado pela letra hei de Nissan) está baseado em comunicação (verbal). Personificando a sefirá de malchut (reino), é freqüentemente chamado de "o mundo da palavra" (ou "o mundo revelado").

O próprio radical para "fala" significa também "liderar". Assim, o sentido da fala é basicamente o sentido de liderança.

A principal mitsvá do mês de Nissan, na noite do sêder, é a narrativa da história do Êxodo "quanto mais se narra o Êxodo do Egito, mais ele é louvável." Esta é a principal mitsvá da fala de todo o ano. Dos 15 estágios do sêder (15 = a soma de todos os números de 1 a 5), maguid – a narrativa da história do Êxodo – é o 5 estágio. 5 = hei. O estágio do maguid começa com a palavra "hei" (hei lachma anya, "este é o pão do homem pobre").

A redenção do Egito (o estado existencial de "confinamento", a incapacidade de expressar realmente a si próprio – "todos os exílios são referidos como Egito") simboliza a "liberdade da fala"

Controlador: pé direito


Assim como "falar" significa "liderar", assim também o caminhar (com o pé direito, o pé da confiança e segurança) dirige e controla o sentido da fala da pessoa, como se diz: "andarilhos a caminho, falai" (Canção de Dvora, Juizes, 5:10). Falar palavras da Torá enquanto caminhando na trilha inspira novo entendimento rumo aos segredos da Torá. E assim, descobrimos que muitos dos segredos do sagrado Zohar foram revelados no contexto de "caminhando na trilha."

   
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