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O
mundo todo está com suas câmaras voltadas para a China, neste
mega evento de repercussão global onde bilhões de seres
humanos acompanham as olimpíadas, o maior evento esportivo do planeta.
Entretanto, qual é o objetivo de uma olimpíada? Qual o propósito
de atletas seletos correrem, nadarem, saltarem, arremessarem, etc.?
Certamente, além do espetáculo em si, o intuito é
superar o limite humano, i.e., bater recordes; além do que, vencer
é muito bom. Embora exista um vencedor em cada competição,
a grande novidade é quando um recorde é superado. A sensação,
com certeza, é fantástica, tanto por parte do recordista
como também do espectador.
Qual é o segredo destes recordistas?
Como alcançam tal façanha, jamais atingida na história?
Estudos científicos comprovam o que o judaísmo afirma há
milênios: o ser humano é dotado de potencial extraordinário,
embora muitas vezes, desconhecido ou totalmente ignorado por ele. Utilizamos
uma ínfima parte de nosso potencial. Porém, para colocar
todo, ou quase todo, potencial em uso é necessário exercitar-se,
dedicar-se, ter força de vontade, determinação, submeter-se
a treinos, etc. Em suma, nunca parar; senão, o que foi conquistado
corre o risco de ser desperdiçado, ficar "atrofiado".
Isso me lembra um homem que perguntou: "Rabino, quando D'us nos isentará
da colocação de tefilin por um mês?" Ao que respondi:
"Depois dos 120 anos; senão, nossa ligação com
Ele atrofiará."
Pirkê Avot, a Ética dos Pais, retrata muito bem este conceito,
ao nos orientar sobre o estudo judaico desde a mais tenra idade. A partir
de cinco anos, inicia-se o estudo de Torá; aos dez, da Mishná;
aos quinze, o Talmud e assim por diante.
A ordem é nunca regredir, mas sim evoluir, qualitativa e quantitativamente.
Dessa forma, estaremos desenvolvendo, cada vez mais, nosso potencial espiritual
e a capacidade de bater recordes.
O judaísmo quer estar presente em nosso dia-a-dia durante as 24
horas-, para que possamos exercitar mais e mais nosso potencial, o que
os livros sagrados chamam de "alma". Assim, com certeza, conseguiremos
bater o próprio recorde ou, pelo menos, ganhar uma medalha de bronze
nesta grande maratona denominada vida.
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