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  Olimpíadas do judaísmo – Como bater seu próprio recorde
  por Rabino David Azulay
 

O mundo todo está com suas câmaras voltadas para a China, neste mega evento de repercussão global onde bilhões de seres humanos acompanham as olimpíadas, o maior evento esportivo do planeta.

Entretanto, qual é o objetivo de uma olimpíada? Qual o propósito de atletas seletos correrem, nadarem, saltarem, arremessarem, etc.?

Certamente, além do espetáculo em si, o intuito é superar o limite humano, i.e., bater recordes; além do que, vencer é muito bom. Embora exista um vencedor em cada competição, a grande novidade é quando um recorde é superado. A sensação, com certeza, é fantástica, tanto por parte do recordista como também do espectador.

Qual é o segredo destes recordistas?

Como alcançam tal façanha, jamais atingida na história?

Estudos científicos comprovam o que o judaísmo afirma há milênios: o ser humano é dotado de potencial extraordinário, embora muitas vezes, desconhecido ou totalmente ignorado por ele. Utilizamos uma ínfima parte de nosso potencial. Porém, para colocar todo, ou quase todo, potencial em uso é necessário exercitar-se, dedicar-se, ter força de vontade, determinação, submeter-se a treinos, etc. Em suma, nunca parar; senão, o que foi conquistado corre o risco de ser desperdiçado, ficar "atrofiado".

Isso me lembra um homem que perguntou: "Rabino, quando D'us nos isentará da colocação de tefilin por um mês?" Ao que respondi: "Depois dos 120 anos; senão, nossa ligação com Ele atrofiará."

Pirkê Avot, a Ética dos Pais, retrata muito bem este conceito, ao nos orientar sobre o estudo judaico desde a mais tenra idade. A partir de cinco anos, inicia-se o estudo de Torá; aos dez, da Mishná; aos quinze, o Talmud e assim por diante.

A ordem é nunca regredir, mas sim evoluir, qualitativa e quantitativamente. Dessa forma, estaremos desenvolvendo, cada vez mais, nosso potencial espiritual e a capacidade de bater recordes.

O judaísmo quer estar presente em nosso dia-a-dia durante as 24 horas-, para que possamos exercitar mais e mais nosso potencial, o que os livros sagrados chamam de "alma". Assim, com certeza, conseguiremos bater o próprio recorde ou, pelo menos, ganhar uma medalha de bronze nesta grande maratona denominada vida.

       
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