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Muitas
pessoas admitem que acham difícil aceitar que virá uma nova
era, revolucionária, um tempo já revelado em nossas Sagradas
Escrituras, profetizada por sábios e que está chegando em
breve, marcando o fim do galut,(exílio) e o início da Gueulá,
(Redenção).
Mas por quê? Por que este conceito torna-se mais difícil
de acreditar que o Shabat, cashrut, ou qualquer outra mitsvá?
Qualquer um que tenha jogado os mais recentes vídeo-games ou se
mantém atualizado com a tecnologia da informática, ou que
tenha treinado num simulador de vôo, sabe a resposta. Os cientistas
a chamam de realidade virtual. Significa pensar, sentir e acreditar que
você está num lugar no qual não está.
A realidade virtual é uma grande ferramenta para os cientistas,
permitindo que eles imaginem e recriem as condições em outro
planeta ou dentro do corpo. A realidade virtual é um valioso dispositivo
de treinamento que permite a pilotos aprenderem o que precisam, cometer
os erros necessários ao aprendizado sem conseqüências
desastrosas. E a realidade virtual pode ser muito divertida para o fã
de vídeo-games, proporcionando um nível de entusiasmo sem
paralelos, embora seja seguro. Mas a realidade virtual não é
real. Assim como o galut – exílio.
O
galut pode ser descrito como um tempo em que D’us está
"adormecido"
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O Rei David conhecia
a realidade virtual, mas ele a chamava de um nome que a maioria de nós
conhece como sonho. "Quando D’us retornar os exilados de Tzion"
– entoa o salmista – "nós seremos como sonhadores."
(Tehilim 126:1)
O exílio é como um sonho. No sono, há uma diminuição
do vínculo entre o corpo e a alma – na verdade, o Talmud
considera o sono como "a sexagésima parte da morte".
(Talmud, Berachot 57b) As faculdades mais elevadas da pessoa – seu
raciocínio, visão, audição, etc. – estão
amortecidas, ao passo que suas faculdades inferiores não são
afetadas. No entanto, esta é apenas uma descrição
superficial do estado de sono; em essência, o sono preserva e amplia
a fusão do corpo e alma. Assim, o galut pode ser descrito como
um tempo em que D’us está "adormecido". É
um tempo no qual o fluxo de energia Divina em nosso mundo parece diminuído
e distorcido. D’us parece remoto e intocado; o justo sofre enquanto
o perverso prospera.
Porém, como o sono, o galut, apesar de sua negatividade superficial,
renova e intensifica o vínculo entre a criação e
sua alma Divina. Enquanto D’us "dorme", nós vivenciamos
o galut como um pesadelo, como uma colagem de terríveis possibilidades
surreais. O galut é contrário a tudo aquilo que sabemos
sobre a compaixão, justiça. Mesmo assim ele persiste, por
séculos e milênios, em sua dolorosa ilusão de realidade
Como sonhadores cujos sonhos se dissipam à irrealidade quando eles
despertam, veremos então o sofrimento do galut retroativamente
despido de sua realidade; entenderemos então seus benefícios:
a maior profundidade de uma fé testada pelo sofrimento e tribulação,
e o lucro espiritual de nossa dispersão aos confins da terra, e
nosso contato com a mais vasta das criações de D’us.
A
última coisa que desejamos é ser despertados, especialmente
de um sonho aparentemente agradável.
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Quando sonhamos, não
estamos em contato com a realidade. Não vemos a verdadeira natureza
das coisas, mas apenas distorções e fragmentos ilusórios
da verdade. E quando estamos adormecidos, perdidos, mergulhados nos sonhos,
a última coisa que desejamos é ser despertados, especialmente
de um sonho aparentemente agradável.
Portanto, precisamos da Redenção – da verdadeira realidade,
quando então o conhecimento de D’us preencherá o mundo
- como as águas cobrem o leito do oceano. Precisamos de uma nova
era para desligar nosso simulador de vôo e transformar nossa realidade
virtual em realidade palpável, com a qual tivemos que adormecer
e sonhar.
Ao despertar do exílio, acordaremos para o início de algo
há muito sonhado e entenderemos que a Divindade sempre esteve aqui,
em tudo, mas não nos dávamos conta em que magnitude.
Então, nesta nova era compreenderemos que D’us está
aqui de uma forma revelada, e que Sua grandeza para sempre preencherá
e permanecerá – em todos – e em cada um de nós.
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